terça-feira, 19 de janeiro de 2010
ALI
Férias de freelancer. Sem trabalho mas de plantão. Na prateleira decido pegar um vhs. Tinha | ALI | que não sabia ser de Michael Mann. Não lembrava, pelo menos. Tantos comentários se referindo à intepretação de Will Smith talvez tenham deslocado a atenção. Enfim, tomei coragem de assisti-lo sabendo que não seria uma biografia tradicional. Bem feito! Câmera na mão e enquadramentos cuidadosamente desleixados. Muito close, variação de foco e nervosismo da câmera. Lutas que fogem da televisao. Economia e eficiência na construção de personagens secundários, exemplificado pela apresentação de George Foreman - sem dar nenhuma fala ao personagem consegue forjar a figura de um monstro, com socos que fazem a câmera e os auto-falantes tremerem. Sem dúvida, um adversário à altura de Ali, ao contrário de seu adversário anterior, que havia lhe vencido através de um acordo velado entre os lutadores. Aqui outra virtude da abordagem de Mann. Cassius Marcellus Clay Jr., mais tarde batizado Muhammad Ali-Haj, teve uma uma vida bastante conturbada, com posições políticas e comportamento nada tradicionais, foi preso, perdeu sua liçença para lutar e, por consequência, seu cinturão. O recorte narrativo aborda justamente esse período da sua vida, o início da fama, a decandência e a ressureição, na famosa batalha em terras africanas, organizada pelo cabeludo e polêmico Don King. A idolatria ou não a Muhammad Ali parte do espectador, depende da identificação ideológica e comportamental com a postura do lutador em relação a religião, racismo, mulheres, adversários e, especificamente, em relação a Guerra do Vietnã.
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Deu vontade de ver.
ResponderExcluirAbraços.